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Mostrando postagens de Setembro, 2013

A Arte da Guerra - Resenha

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A Arte da Guerra - por Sun Tzu
Tradução de Frater Sinésio Organização de Rafael Arrais
Edição Kindle,  Ano 2013
"Se não quiser lutar, pode impedir o inimigo de atacar, mesmo que as linhas do acampamento estejam apenas marcadas no chão. Basta atirar algo fora do normal e inexplicável em seu caminho." - Sun Tzu

A arte da Guerra é um livro muito antigo. Segundo o site Wikipedia, "A Arte da Guerra é um tratado militar escrito no século VI antes de Cristo. O tratado é composto por treze capítulos, cada qual abordando um aspecto da estratégia de guerra, de modo a compor um panorama de todos os eventos e estratégias que devem ser abordados em um combate racional. Acredita-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Napoleão, ZhugeLiang, Cao Cao, TakedaShingen e Amo Tse Tung."
Despertou-me a curiosidade enquanto eu navegava pelo site virtual da amazon.com.br justamente pelo título, que tem tudo a ver com os acontecimentos …

Coisa Mais Feia, Seu Moço!

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Existe algum limite para a honestidade? Será que existe uma demarcação imaginária, do tipo "Até aqui eu posso ser um ladrão desonesto sem nenhum problema?"
Há algum tempo venho notando períodos de extrema lentidão em minha conexão de internet. Agora, que possuo wireless em minha casa, descobri que um distinto senhor anda usurpando a minha conexão. Que vergonha! Já foi pego pela operadora de TV puxando sinal do poste sem autorização; agora abre a sua rede wireless a fim de roubar sinal? E ainda usando um decodificador para chegar à senha de quem paga pelo serviço? 
Pelo amor de Deus, será que vale a pena ficar mal com os vizinhos por tão pouco? Tome vergonha na cara, meu senhor, e pague por uma conexão como todo mundo - pelo menos, como as pessoas honestas fazem!


Meu Verso

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Meu verso é o nanquim Que contorna as curvas sinuosas das montanhas, A aquarela que pinta, de leve, As cores das águas... Meu verso É o vermelho indizível do anoitecer, O nascer de cada estrela E o brilho que nos chega Anos-luz após uma delas morrer.
Meu verso é o quadrado onde me abrigo, E trago sempre, comigo, a poesia, Porque sem ela, eu não me entendo, eu não me explico, Meu verso é o branco do meu sorriso, Meu sul, meu norte,  Meu inferno e meu  paraíso...
Meu verso, algumas vezes, sofre e sangra, Ora caminha ereto, ora manca, Ou arrasta-se no chão do meu caminho, Mas é ele que me leva, se me perco Sempre, De volta ao ninho.



Controlar & Reprimir

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Controlar as emoções não pode ser confundido com reprimi-las. Estas são duas coisas totalmente diferentes.
Quando eu controlo as minhas emoções, eu não nego o que estou sentindo, mas coloco-me em uma posição na qual eu escolho como eu desejo lidar com elas. Não é uma tarefa fácil... por exemplo, se alguém me confronta, eu posso imediatamente reagir de forma a rebater a confrontação - e confesso que muitas vezes, é o que eu faço. Mas ultimamente, tenho conseguido controlar minhas reações de uma forma bem melhor do que eu o fazia no passado, embora seja um processo, e não algo que acontece num estalar de dedos. É um trabalho lento e gradual, e acho que estou no caminho certo. Mas às vezes simplesmente não dá para engolir certas coisas, e se eu o fizesse, estaria reprimindo minhas emoções.
O que eu tenho feito, é pensar melhor antes de reagir. Se após um ou dois dias eu não tiver sentido vontade de calar-me, respondo. E assim, a minha resposta será mais justa, sensata, ponderada. Tenho …

CÍNICA

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Um dia, eu me descuidei: fechei os olhos, e quando os abri, eu estava à beira de completar quarenta e oito anos de idade. 
Hoje de manhã, mexendo nas caixinhas de minha mãe, achei fotografias dos tempos em que eu era jovem: magrelinha, cabelão comprido, bonita e sem ter a menor ideia do que me esperava lá na frente... ou seja: aqui onde estou. Mas o meu consolo, é que a velhice chega para todo mundo - chegou até para divas de beleza, como Sharon Stone, Sophia Loren, Xuxa Meneguel e Regina Casé. Ei! Eu sou mais bonita do que esta última! 
Uma outra coisa que me consola, é que todas as minhas irmãs são mais velhas do que eu. Todas! A mais próxima, ainda dista 5 anos. Quando eu ainda era um bebezinho, ela já andava, falava e ia à escola. A minha outra irmã - que por acaso, nasceu no mesmo dia que eu de parto normal (existia cesária naquele tempo?), em um 29 de setembro qualquer, ainda teve a infelicidade de fazê-lo onze anos antes de mim. Ah, coitada! 
Chego agora de minha visita relâ…

SE EU NÃO TE SALVO...

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Se eu não te Salvo

Se eu não te salvo, É porque do alto do meu abismo Eu mesma tateio, no escuro, Sentindo as bordas com os pés nus E crivados de espinhos...
As minhas asas amarradas Sonham com a Mão que as desamarre, Sonham com a brisa abençoada Que traga, enfim, algum alento...
Por isso, eu não te salvo! Mas mesmo assim, insisto, tento Me transformar em uma outra Que alcance, então, as tuas mãos Que a mim se estendem na distância...
Se eu não te salvo, enfim, É porque espero que tu possas Triunfante, vencer essas fossas E quem sabe, chegar até mim!


DISTÂNCIA

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Nem mesmo todos os teus passos Vencerão as distâncias que nos separam. Nem todos os barcos e todas as ondas Caminhos ou estradas, voos ou mapas Hão de trazer-te até onde estou.


Mas há uma maneira - o pensamento! É ele a porta que se abre entre nós! De olhos fechados, me enxergarás, E no teu silêncio, ouvirás a minha voz.



Coincidência?

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COINCIDÊNCIA?...

Da escrivaninha de Simplesmente Romântica, escritora do Recanto das Letras:


ORAÇÃO DA MANHÃ (Recebi num e-mail e passo para vocês...) Senhor, no silêncio deste dia que amanhece venho pedir-te a paz, a sabedoria, a força. Quero hoje olhar o mundo com os olhos cheios de amor. Quero ser paciente, compreensivo, manso e prudente. Quero ver além das aparências teus filhos como Tu mesmo os vês, e assim, só ver o bem em cada um. Fecha os meus ouvidos de toda calúnia. Guarda a minha lingua de toda a maldade. Que só de bênçãos se encha o meu espírito. Que eu seja tão bondoso e alegre que todos aqueles que achegarem a mim, sintam a Tua presença. Senhor reveste-me da Tua beleza, para que no decurso deste dia, eu te revele a todos. Amém! ( autor desconhecido)
*
Esta oração está escrita à mão pela minha mãe, na primeira página da Bíblia que ela me deu de presente : há muitos anos, ela a emprestou a mim. Quando quis devolvê-la, ela me disse que ficasse com ela. 
Noite passada, sonh…

Braços ou Asas?

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Braços ou Asas?

Com os braços, te prendes, Abraças, Reténs.

Com as asas, tu voas, Te entregas ao vento Desafias abismos.

Braços ou asas?


Mas antes da escolha, Respondas: -Tu sabes voar?

Jardinar

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Ontem o dia estava lindo, e meu marido e eu decidimos almoçar em Teresópolis. A subida da serra é um espetáculo deslumbrante, ainda mais em um dia claro de céu azul como ontem. Chegando lá, fomos comprar umas plantinhas para colocar no jardim. Afinal, é primavera.






Hoje acordei cedo, junto com o sol. Fui lá para fora, peguei minhas mudinhas e uma pazinha de pedreiro e fui plantar meus canteiros. Espalhei cravos, violetas, prímulas, margaridas, lírios e uma bela roseira. A manhã passou lenta, e foi muito bom entregar-me a esta tarefa. Terminei cedo - oito e trinta - e depois de regar as plantas, troquei também os vasos de flores que sempre mantenho sobre o muro junto à porta da cozinha e à janela da sala de estar. Tudo pronto, tomei um banho e fui apreciar o resultado...




Se não fosse pelo sol e o calor, acho que eu até gostaria de jardinar. Mas cortar a grama e aparar a cerca de hera (coisas que fiz na sexta-feira) é dureza! Apesar de tudo, o resultado é sempre muito gratificante. 



Pas…

PAZ

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PAZ

Minhas mãos desenham silêncios, Pingam sorrisos dos meus dedos, Caem sobre as pétalas.
Horas marcadas, incertas, E já nem me importa Qual o destino que descansa Além das portas...

Tenho  a mim mesma, Tenho as maçãs e as cerejas, Raios de sol tingem de ouro As poças d'água.
E alguém passa, do outro lado, Pisando silenciosamente... Alguém suspira, estanca o passo Por um momento,  E segue em frente...



O que Faz Durar?

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No último dia 16 completamos 23 anos de casamento. Fizemos as contas: nos conhecemos há 29 anos! Estive pensando no que faz um casamento durar, e cheguei a algumas conclusões (sobre o meu, pelo menos):
Não existe relacionamento perfeito. Ninguém será totalmente feliz e satisfeito em todos os aspectos o tempo todo; mas é preciso saber medir as vantagens e desvantagens de se estar juntos,  o que é bom, o que pode ser melhorado e o que deve ser aceito. Tentar modificar a maneira do outro ser pode ser desastroso... é preciso que cada um tenha espaço suficiente para ser, existir, manter sua personalidade e seus gostos pessoais. E de nada adianta desfazer-se das coisas que o outro aprecia: eu gosto de escrever, ele gosta de futebol, e pronto. Jamais gostarei de futebol, e ele jamais gostará de escrever, e isto é um fato. Mas um respeita os gostos do outro. E é claro, há várias outras coisas que gostamos de fazer juntos!
Também não é uma boa ideia (aliás, é péssimo) intrometer-se entre o cô…

Cheiro de Flor

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Ah, esse cheiro de flor murcha, sufocante! Esse aroma que me segue na vida... Flores mortas e frouxas E cera de velas...
Ah, esse aroma que o vento traz Sempre, cedo ou tarde, E agora, mais que nunca, Esse cheiro que me acorda No meio da noite Mais negra e mais profunda!
Quisera poder abrir as janelas E expulsar, para sempre, este aroma! Mas não há ninguém que dele a vida poupe... Ninguém!
Não existe uma redoma Que dele nos proteja... Seguro entre os dedos os caules dessas flores Que há muito já murcharam...



Fases da Vida

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Uma borboleta não nasce borboleta. Antes, ela precisa ser lagarta, arrastar-se pelo solo e conhecer o caminho das nervuras das folhas. Ela precisa sonhar com as asas, antes de obtê-las, e fazer por merecê-las. Uma lagarta necessita conhecer seus predadores naturais, e como evitá-los. 
E mesmo depois desta fase de arrastar-se rente ao chão , às folhas, e aos galhos, evitando os bicos dos passarinhos e os ferrões das formigas, a fim de tornar-se borboleta uma lagarta tem que submeter-se voluntariamente à morte. Ela precisa morrer. Recolher-se em um casulo, envolta em teias, e aguardar pacientemente até que a borboleta esteja pronta. E qual será o sonho da lagarta em seu casulo? Quais caminhos ela percorre durante seu sono metamórfico? 
Finalmente, chega a hora de romper o casulo e vir à luz. Mesmo assim, a borboleta ainda não está pronta para o voo: precisa secar e desamassar suas asas, e lembrar-se quem são seus predadores,  vasculhando em sua memória de lagarta os caminhos do solo e …

Café

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O café escorreu lentamente, Desceu queimando Pela garganta, Fazendo sangrar a manhã Em tons marrons.
O futuro se escondeu na borra forte, E o sabor coloriu a alma anêmica. O perfume despertou a ilusão De que talvez fosse mentira.
O dia seguiu, quase hipnótico, O azul imenso e monocromático do céu Agredia as vistas, Sem o menor respeito pela minha dor.
E as aves cantavam, atrevidas, Nas árvores próximas à janela... Mais um gole de café Que não trouxe de volta o que eu queria...
Não despertei daquele pesadelo, E a tarde descansou, finalmente, Sobre tuas mãos cruzadas...

TRANSGRESSÃO

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Nasci para andar descalça.
Meto os pés na lama Sem hesitação, Cubro-me das pétalas Que das flores caem, Orno-me das folhas Que as árvores enjeitam, Mato minha sede Com a água que nasce Das loucas enchentes, Revolta da chuva, Revolta dos rios.
Aparentemente, Sigo a linha reta Que a vida desenha, Mas dentro de mim A estrada não segue Caminhos conhecidos: Sou de poucas palavras, Poucas perguntas, Poucos amigos.

Prefiro o silêncio,  E dele eu me visto, Sou bicho das sombras, Ando equilibrando-me Pelo meio-fio Só porque assim Eu me divirto, E seu eu cair, Não há abismos.
Aprendi a ser Aquela que cai, E sempre se ergue Um milhão de vezes. Não desisto nunca De recomeçar. De cabeça erguida Sacudo a poeira, Só pago o que devo (Se acho que devo) Choro quando quero.
É duro, é difícil, É quase impossível (Desista, eu te digo) Me fazer cair, Me manter no chão, Calar minha voz, E ferir a pele Do meu coração Que bate sozinho, Sem necessidade De adrenalina.

Eu pago meus micos Sem pedir descontos, Nã…

Eu Levo

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Eu Levo

Eu levo esperança e perdão Nas dobras da minha mortalha. Levo os sonhos que ficaram Sob o fio da navalha.
Deixo a dor e a incompreensão Por sobre a laje de pedra. E a saudade (se sentirem) Deixo em cada coração.
Na fotografia em sépia Fica a imagem dessa máscara Que a mim por Deus foi dada.
Talvez leve algum remorso Por aquilo que eu não fiz... Mas não levarei mais nada.

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LIXO EXISTENCIAL - meu novo livro


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MOMENTO

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Me deixa dormir No balanço frouxo desta rede, Me deixa matar a sede De por um momento, não existir!
Me encerro toda Completamente Neste momento.
Não quero nada, Não tenho medo, Nem do tempo.




É só o agora Que me importa, Abro as janelas, Arranco as portas Do meu viver.
Ser,  Agora, Calor do sol, Beijo de brisa, Canto de pássaro.




Não Gostas de Mim?

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Ponha os teus olhos Em outro lugar, Vire teu rosto Quando eu passar. Esqueça meu nome, Ignore tua fome De me decifrar!
O que te vicia, O que te convida A vir visitar-me, Se minhas palavras Te enchem de asco Te escandalizam, E queimam tua carne?
Recolha tua câmera De fotografar As almas humanas! Ela anda sem foco, Sem perspectiva, Retorcendo fotos, Maculando imagens, Retratando intrigas!
Não gostas de mim? -É só não me olhar, Tão fácil, tão certo! Eu tenho o direito De despedaçar-me, De reescrever-me Nas linhas do verso!
Pareces um cão Faminto e egoísta Que não larga o osso, Mas que rói as patas... Te alongues de mim! Por que vens aqui, Se aquilo que eu digo Tanto desagrada?
Se eu mato os meus versos, Se eu sacrifico Aquilo que chamas De 'vera poesia,' Faça o teu trabalho, Macaco, te ajeites No mofo seguro Dos teus próprios galhos!






IRIS

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O sol cintila entre os meus cílios, E eu vejo o mundo No entreabrir dos olhos.
Mora uma menina Nas minhas pupilas. Seu nome, é Iris, E ela às vezes Afasta os cílios, Sai pela fenda E vem brincar no mundo.
Faz as montanhas De tobogã, Pousa nas árvores, Deita-se nas nuvens, Pula amarelinha Nas entrelinhas De algum poema.
Recolhe as cores E o cheiro das flores, Pega, nas mãos em concha, A chuva que cai E aspira fundo A terra molhada.
Cata pedacinhos da vida Guardando tudo Nos bolsos do vestido.
E quando ela volta Fechando os cílios, Espalha no chão tudo aquilo E faz para si Um caleidoscópio.